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Os crimes sem resposta que a América não consegue esquecer — será que a IA pode resolvê-los?

Os crimes sem resposta que a América não consegue esquecer — será que a IA pode resolvê-los?

2026-10-20T09:38:27.484518+00:00

A Cifra que Assombrou a América por 67 Anos

Gente, preciso contar uma coisa que está deixando o mundo do true crime de cabelo em pé. E olha, quando eu li sobre isso pela primeira vez, fiquei completamente炸到了.

O Assassino do Zodíaco. Você conhece — aquele cara que aterrorizou o norte da Califórnia no final dos anos 1960, mandou mensagens criptografadas para jornais e nunca foi capturado. O cara ficou tão lendário que o David Fincher fez um filme inteiro sobre ele. E aqui está o ponto: ele é um dos assassinos em série mais famosos da história americana, e nós ainda não sabemos ao certo quem ele era.

Até agora? Talvez?

Conheçam Alex Baber: O Cara que Ficou Obcecado

Então tem esse cara de 50 anos do West Virginia chamado Alex Baber. Ele trabalhava como segurança em Charleston. Não é exatamente o currículo que você esperaria de alguém que poderia resolver um dos maiores mistérios criminais da América, né?

Mas Baber assistiu ao filme Zodíaco em 2007 e ficou completamente fissurado em decifrar o código. Especificamente, ele queria resolver o Z13 — o mais curto dos quatro códigos que o assassino deixou para trás. Estamos falando de apenas 13 caracteres aqui, precedidos por "Meu nome é..."

Treze caracteres. Só isso. Nada mais.

Então o que Baber fez? Ele aprendeu ciência forense e criptografia sozinho, usando livros didáticos de faculdade. Aprendeu a programar. E aí, uns anos atrás, começou a experimentar com inteligência artificial.

É Aqui que a Coisa Fica Maluca

Baber pediu para o programa de IA gerar possíveis nomes que encaixassem na estrutura da cifra. Sabe o que saiu?

Setenta. Milhões. De Possibilidades.

Não sei vocês, mas meu cérebro nem consegue compreender esse número. Mas tem uma parte inteligente aqui — Baber não ficou lá lendo 70 milhões de nomes como algum tipo de masoquista. Ele cruzou com registros históricos como números de seguro social e certidões de nascimento.

E olha o que encontraram: cerca de 93% desses nomes pertenciam a pessoas que nunca existiram de verdade. Eram fabricados, inventados, ou seja lá o que for.

Uma vez que você elimina esses, e depois filtra quem não correspondia à descrição física do Zodíaco (branco, meia-idade, por volta de um metro e oitenta), sobra algo gerenciável.

A resposta? Marvin Merrill.

A Conexão com a Rosa Negra Vai Te Arrepiar

Agora aqui é onde essa história faz uma curva que, sinceramente, parece coisa de filme.

Esse nome — Marvin Merrill? Acontece que era um pseudônimo usado por Marvin Skipton Margolis.

Marvin Margolis era um suspeito do assassinato de Elizabeth Short.

Você talvez a conheça por outro nome: a Rosa Negra.

Se você não conhece esse caso, deixa eu te dar a versão rápida. Elizabeth Short tinha 22 anos e sonhava em ser atriz. Foi encontrada morta em um parque em Los Angeles em 1947. Tinha sido brutalmente mutilada, o corpo cortado ao meio. O cabelo escuro e a aparência marcante lhe renderam aquele nome sinistro.

Foi um dos casos de assassinato mais infames do século 20, e nunca foi resolvido.

Agora, não sei vocês, mas a ideia de que o Assassino do Zodíaco e o assassino da Rosa Negra possam ser a mesma pessoa — ou pelo menos estarem conectados — me dá uns arrepios que não são brincadeira. São dois dos casos mais lendários não resolvidos da história do true crime americano. A possibilidade de que possam estar ligados?

O repórter de crime Michael Connelly, que apresenta um podcast sobre a teoria de Baber, disse ao New York Times: "Não tenho dúvidas."

É uma afirmação bem ousada.

Mas Aqui Está O Que os Especialistas Dizem

Ok, agora preciso dar uma segurada e trazer um pouco de equilíbrio — porque nem todo mundo está convencido.

Klaus Schmeh é um cientista da computação alemão que escreveu mais de uma dúzia de livros sobre criptologia. A opinião dele? O Z13 provavelmente é insolúvel.

"A mensagem é curta demais," Schmeh disse à Popular Mechanics. "Tem simplesmente muitas possibilidades."

É um ponto justo, sinceramente. Com apenas 13 caracteres, existe um número quase infinito de soluções possíveis. Como você realmente sabe que tem a certa?

Schmeh não está descartando a IA totalmente, porém. Na verdade, ele diz algo que ficou comigo:

"Neste momento, soluções de cifras estão caindo como frutas maduras das árvores. O outono de 2026 certamente entrará para a história da criptologia. Graças aos métodos assistidos por IA, casos frios criptográficos que resistiram à solução por décadas estão subitamente sendo decifrados um atrás do outro."

Outros Casos Também Estão sendo Resolvidos

Acontece que Baber não está sozinho nisso. A IA está se mostrando útil em todo tipo de situação histórica de decodificação.

Peguem Eren Bozbulut, um pesquisador de cibersegurança de 22 anos da Turquía. Ele usou IA para decifrar mensagens criptografadas que um espião alemão chamado Walter Koehler deixou durante a Segunda Guerra Mundial. A IA encontrou a chave: uma única página de um livro de orações holandês publicado em 1893.

Ou considerem Anton Zaytsev, um engenheiro russo que decifrou uma mensagem da Guerra Fria encontrada dentro de uma garrafa de vidro em Kaliningrado. A IA identificou a chave como uma música popular da Alemanha Oriental — especificamente uma amada por uma organização de jovens socialists.

E não é só sobre cifras antigas. A IA está mostrando potencial também com sistemas de escrita antigos. O DeepMind do Google tem um programa chamado Ithaca que está ajudando estudiosos a interpretar inscrições gregas danificadas ao prever textos faltantes. Também tem trabalho sendo feito no Linear A — aquele sistema de escrita misterioso que os minoicos usaram há cerca de 3.000 anos e que nunca conseguimos decifrar completamente.

O potencial aqui é sinceramente assombroso. Imagina o que podemos aprender sobre civilizações antigas se finalmente conseguirmos ler o que eles escreveram!

O Problema (Porque Sempre Tem Um)

Elonka Dunin é especialista em criptologia e autora, e ela está trazendo uma perspectiva crucial:

"A IA é notavelmente boa em inventar coisas. Ela alucina e preenche lacunas."

Ui. Mas ela está certa. Todos nós já ouvimos falar de chatbots de IA declarando informações incorretas com total confiança como se fosse verdade absoluta. O mesmo problema existe na decodificação.

Dunin resume de forma simples: "Uma solução que parece certa não é necessariamente uma solução. Você precisa ser capaz de demonstrar como chegou lá."

Então embora os resultados possam ser emocionantes — e são emocionantes — ainda existe a etapa crucial da verificação. Você não pode simplesmente confiar na saída. Precisa entender o processo e provar que ele se sustenta ao escrutínio.

O Que Eu Penso Sobre Tudo Isso

Aqui vai a minha opinião, pelo que vale.

Acho que o que Alex Baber fez é genuinamente impressionante. Esse é um cara sem formação formal que ficou obcecado com um caso frio e aprendeu múltiplas disciplinas para perseguir uma teoria. Esse tipo de determinação e curiosidade é exatamente o tipo de coisa que move o mundo para frente.

Se ele realmente resolveu? Essa é uma pergunta diferente. A brevidade do Z13 realmente torna incrivelmente difícil verificar. Pode nunca haver evidências suficientes para confirmar ou negar sua solução com certeza.

Mas aqui está o que acho mais esperançoso nessa história: a IA não vai substituir investigadores humanos. Vai ser uma ferramenta que permite que eles trabalhem mais rápido e explorem mais possibilidades do que nunca. Baber não ficou parado deixando a IA fazer tudo — ele a guiou, filtrou seus resultados e aplicou seu próprio pensamento crítico.

E as aplicações mais amplas são incríveis. Cifras da Segunda Guerra Mundial sendo decifradas. Línguas antigas potencialmente ao alcance. Mistérios históricos que têm deixado estudiosos intrigados por gerações finalmente revelando seus segredos.

Isso é bem incrível quando você para para pensar.

Se Marvin Merrill é o Assassino do Zodíaco? Talvez nunca saibamos com certeza. Mas acho que estamos entrando em uma nova era de investigação — e pessoalmente, mal posso esperar para ver o que será decifrado a seguir.

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