Science & Technology
← Home
Após 94 Anos Separados, Este Gigante Egípcio Finalmente Está Inteiro de Novo

Após 94 Anos Separados, Este Gigante Egípcio Finalmente Está Inteiro de Novo

2026-08-22T21:20:21.434274+00:00

Um Mistério de Cem Anos, Resolvido

Quer um desafio divertido? Tente dividir uma estátua de sete metros ao meio, enterrar cada pedaço em algum lugar do deserto egípcio, e esperar 94 anos até alguém encontrar os dois fragmentos. Parece impossível, não é?

Pois é exatamente o que aconteceu com essa estátua incrível de Ramessés II.

Em 1930, um arqueólogo alemão chamado Günther Roeder descobriu a metade inferior do que seria uma estátua gigantesca do faraó Ramessés II — um dos governantes mais lendários de toda a história egípcia. Ele a encontrou a cerca de 240 quilômetros ao sul do Cairo, numa região que já foi a antiga cidade de Khemnu (depois conhecida como Hermópolis Magna quando os romanos assumiram). Esse lugar era basically o bairro dos sonhos do Egito Antigo durante o Reino Antigo — uma capital provincial onde todos os faraós importantes se reuniam.

Mas tinha um problema: Roeder encontrou só a metade de baixo. Onde estava o resto? Ninguém sabia. E por quase um século, essa pergunta ficou sem resposta.

A Caçada Recomeça

Avançamos para março de 2024. Uma equipe egípcio-americana, trabalhando como parte de um projeto chamado "A Cidade do Babuíno" (sim, você leu direito — esse nome merece um post só dele), fez um anúncio que deixou arqueólogos do mundo inteiro bastante animados.

Eles tinham encontrado a metade superior que faltava.

Deixa eu pintar a cena do que descobriram: um fragmento de quase quatro metros representando Ramessés II usando seu icônico capeamento de cabeça, completo com aquela cobra real característica em cima. A estátua estava deitada de bruços na terra, esperando alguém chegar e virá-la como a panqueca mais importante da história.

E aqui está o mais incrível: quando escavaram com cuidado, encontraram vestígios de pigmento azul e amarelo ainda grudados na pedra. Dá pra imaginar? Isso aqui era pintado! Todos nós já vimos aquelas estátuas lisas de arenito nos museus, mas na verdade? Elas eram coloridas. Sinceramente, isso muda tudo sobre como eu imagino o Egito Antigo.

Por Que Sobreviveu?

Uma das pesquisadoras, Yvona Trnka-Amrhein da Universidade do Colorado em Boulder, explicou por que encontrar algo em bom estado era tão improvável. O sítio fica perto do Nilo, e depois que a Barragem Baixa de Aswan foi construída, o nível das águas subterrâneas subiu muito. Essa umidade pode destruir arenito com o tempo.

"Às vezes o arenito que é descoberto está basicamente reduzido a areia ou calcário degradado", disse ela. "Podia ser só um pedaço de rocha."

Mas essa não era um pedaço de rocha. Contra todas as probabilidades, a estátua sobreviveu em condições notáveis. Falando em sorte, hein?

Juntando as Peças

Assim que confirmaram o que tinham em mãos, a equipe apresentou uma proposta para reunir as duas metades. O Comitê Permanente de Antiguidades Egípcias disse sim, a restauração começou em setembro de 2025, e no início de 2026, a estátua finalmente — finalmente — estava inteira de novo.

No lugar original, na entrada norte do templo em El Ashmunein (onde ficou por mais de 3.200 anos atrás), o colosso reconstruído tem aproximadamente sete metros de altura e pesa mais de 40 toneladas. É composto por quatro peças principais: os segmentos superior e inferior do corpo, além de três pedras da base com inscrições.

E aqui está o que torna tudo ainda mais especial: essa é a primeira estátua colossal completa do Médio Egito, e a primeira a ser estudada com métodos arqueológicos modernos. Isso é um marco e tanto no mundo da egíptologia.

E Agora?

A equipe não pretende parar por aí. Ao longo de 2026 e 2027, eles planejam fazer um levantamento da área para identificar as fundações do pilono do templo que a estátua um dia guardou. Quem sabe o que mais está enterrado por lá?

Não sei vocês, mas eu acho essa história profundamente comovente. Duas metades de uma estátua, separadas por quase um século, agora de pé juntas de novo examente no mesmo lugar onde foram originalmente colocadas há mais de três milênios. Tem poesia nisso.

Além disso, agora que a estátua está inteira e acessível, os pesquisadores podem estudar aqueles vestígios de pigmento em detalhes. Talvez finalmente possamos ver como esse negócio realmente era quando Ramessés II primeiro pediu para fazê-lo.

Às vezes a paciência realmente compensa.

#archaeology #egypt #ramesses ii #ancient history #discoveries #egyptian antiquities #restoration #pharaohs