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Estátua colossal do passado: enfim, encontraram a metade que faltava

Estátua colossal do passado: enfim, encontraram a metade que faltava

2026-05-20T18:21:58.645389+00:00

O Mistério Original

Imagine o ano de 1928. Um arqueólogo alemão chamado Günther Roeder trabalha em escavações perto da antiga cidade de Hermópolis, onde hoje fica El Ashmunein, no Egito. Durante os trabalhos, ele encontra a parte inferior de uma enorme estátua de Ramsés II, um dos faraós mais famosos da história egípcia. A peça tinha quase sete metros de altura quando estava completa. Era um monumento imponente.

Só que Roeder encontrou apenas a metade de baixo. O resto simplesmente desapareceu. Por quase cem anos, ninguém soube o que havia acontecido com a parte superior.

O Encontro em 2024

Em março de 2024, uma equipe de arqueólogos egípcios, trabalhando com especialistas americanos, anunciou uma descoberta que surpreendeu o mundo da arqueologia: eles encontraram a parte que faltava. Depois de 96 anos de mistério, a metade superior reapareceu.

O mais interessante é que a descoberta não foi planejada. A equipe não estava procurando especificamente por esse pedaço da estátua. Eles apenas suspeitavam que algo importante poderia estar por perto. E acertaram.

O Desafio de Conservar

Encontrar um objeto antigo é só o começo. O maior desafio costuma ser manter o artefato intacto.

Hermópolis fica perto do rio Nilo. Desde que a barragem de Aswan foi construída, o nível do lençol freático na região passou a causar problemas para os arqueólogos. A arenito enterrado nessas condições costuma se degradar. Quando a equipe encontrou a metade superior deitada no chão em janeiro de 2024, ninguém tinha certeza de que ela estaria em bom estado.

Às vezes o arenito vira apenas areia, explica Yvona Trnka-Amrhein, uma das coordenadoras do projeto. Depois de quase cem anos de espera, a estátua poderia ter virado pó.

Mas a sorte esteve ao lado deles. A pedra estava em bom estado.

Uma Descoberta Extra

Durante a escavação, a equipe encontrou algo além da estátua. Na parte superior, que media cerca de 3,8 metros e mostrava Ramsés II com o cocar real, apareceram vestígios de pigmentos em azul e amarelo.

Esse detalhe é mais importante do que parece. Os restos de pintura podem ajudar a entender como a estátua foi feita, como ela se parecia originalmente e em que contexto foi construída. A paleta de cores usada no antigo Egipto ainda guarda muitas incógnitas. Encontrar vestígios de tinta é como ter um acesso direto ao passado.

Reunião das Partes

A equipe não pretende deixar as duas metades separadas. Basem Gehad, arqueólogo egípcio e codiretor do projeto, já apresentou uma proposta formal para juntar os dois pedaços. E Yvona Trnka-Amrhein acredita que o projeto será aprovado.

Pensar na reunião das duas partes depois de quase um século traz um momento especial. Uma estátua de sete metros de altura, representando um dos maiores faraós do Egito, voltando a ser inteira e a contar sua história para o mundo de hoje.

Por Que Isso Bedeuta

Essa descoberta mostra o que torna a arqueologia tão fascinante. Não se geht nur um encontrar objetos antigos. Trata-se de resolver enigmas, proteger a história contra forças que a ameaçam e conectar-nos a civilizações que existiram há milhares de anos. A estátua sobreviveu ao tempo, às inundações e ao silêncio de quase cem anos. Um verdadeiro desafio superado.

Há também uma satisfação especial em resolver um mistério. Muitas vezes, tudo o que é necessário é dedicação, uma equipe certa e uma boa intuição.

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