A Ideia Que Estava Errada
Durante anos, os cientistas acreditaram que as florestas tropicais nunca foram lugar para os humanos antigos. Achavam que nossos ancestrais evitavam esses ambientes por serem densos demais, úmidos e cheios de riscos. Eles preferiam planícies abertas, regiões costeiras e áreas onde pudessem ver o horizonte e encontrar comida com facilidade. A selva fechada parecia um obstáculo insuperável.
Até que novas descobertas mostraram que essa ideia estava completamente errada.
Um Mistério Que Esperou Quatro Décadas
Nos anos 1980, arqueólogos encontraram ferramentas de pedra antigas em um sítio chamado Bété I, na Costa do Marfim. Elas estavam enterradas bem fundo. Porém, a tecnologia da época não permitia descobrir sua idade exativa nem reconstruir como o ambiente era naquela época. O achado ficou guardado como um enigma por quase quarenta anos.
Recentemente, uma equipe internacional voltou ao local com métodos modernos. Usaram técnicas que não existiam nos anos 1980, como a luminescência opticamente estimulada e a ressonância paramagnética eletrônica. Essas ferramentas permitiam datar a matéria com precisão.
O resultado surpreendeu todos: as ferramentas tinham 150 mil anos.
Antes disso, o registro mais antigo de humanos em florestas africanas era de cerca de 18 mil anos atrás. Esta descoberta dobra esse tempo. Em todo o mundo, a habitação mais antiga em floresta tropical que wir kannten betrug 70 mil anos, mas agora a história está mudando.
Como Era Essa Floresta Antiga?
Não apenas a idade dos objetos mudou. Os pesquisadores também analisaram o material ao redor das ferramentas: grãos de pólen, ceras de plantas e pequenas pedras de sílica feitas por plantas, chamadas phytoliths.
Os resultados mostram que a região era uma floresta tropical real. Alto volume de pólen da floresta, traços de plantas e pouca quantidade de pólen de grama. Não eram pessoas que apenas passavam pela amarração da wal