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Planetas absurdamente leves que parecem flutuar no espaço

Planetas absurdamente leves que parecem flutuar no espaço

2026-07-02T01:57:56.884899+00:00

Planeta Mais Leve Que Bala de Algodão? Sério?

Preciso contar uma coisa que me deixou de cara essa semana. Astrônomos encontraram dois planetas lá fora que são — segure-se — menos densos que algodão-doce. Isso mesmo, você leu direito. Existe ciência real mostrando que na constelação de Volans (o Peixe Voador, se você quer saber), existem mundos mais fofos que o doce vendido em parque de diversão.

A pesquisa foi liderada por gente da Universidade de Oxford, com ajuda de colegas da França e do Reino Unido. E sinceramente? Acho que essa é uma das descobertas espaciais mais legais que we've had ultimamente.

Apresentando TOI-791 b e TOI-791 c

Mas o que exatamente encontramos? Esses dois planetas orbitam uma estrela a mais de mil anos-luz da Terra. Têm mais ou menos o tamanho de Júpiter — um dos maiores planetas do nosso sistema solar — mas é aqui que a coisa fica estranha.

Júpiter é pesado. Tem densidade de uns 1,33 gramas por centímetro cúbico. Sólido, robusto, planetário. Agora compara com esses novatos: um deles tem densidade de apenas 0,038 gramas por centímetro cúbico, e o outro fica em 0,047. Isso significa que Júpiter é大概 28 a 35 vezes mais denso que esses gêmeos de algodão-doce.

Só pra ter uma ideia: o próprio algodão-doce fica em torno de 0,05 gramas por centímetro cúbico. Então se você pudesse flutuar um pedaço de bala de algodão no espaço, tecnicamente ele seria mais denso que um planeta inteiro. Incrível, né?

A Mão de Obra Voluntária

Aqui vai um detalhe que eu adoro nessa história: pessoas comuns ajudaram a encontrar esses planetas. O projeto Planet Hunters TESS — uma iniciativa de ciência cidadã onde voluntários analisam dados de telescópios espaciais — foram os primeiros a identificar esses mundos em 2019 e 2023. Mostra que você não precisa de um diploma pra contribuir com descobertas astronômicas de verdade. Bacana, né?

Os dados vieram do satélite TESS da NASA, que fica observando estrelas procurando diminuições sutis no brilho que possam indicar um planeta passando na frente. Quando essas diminuições apareceram no sistema TOI-791, os pesquisadores sabiam que tinham algo interessante em mãos.

Por Que a Antártida Foi Essencial

Agora vem um detalhe que achei fascinante: parte dessa descoberta só foi possível graças a observações da Antártida. Especificamente, um telescópio na Estação Concordia chamado ASTEP passou anos monitorando esse sistema.

Por que a Antártida? Bom, os planetas levam mais de 11 horas pra atravessar a frente da estrela — 11 horas! Isso é absurdamente longo pra uma observação de trânsito. A maioria dos telescópios terrestres não consegue observar algo tão demorado sem ser interrompida pela luz do dia ou pelo clima. Mas a Antártida tem meses seguidos de escuridão durante o inverno. Os pesquisadores conseguiam literalmente ver esses planetas cruzarem a estrela por horas e horas sem parar. Segundo o estudo, esses são os trânsitos planetários contínuos mais longos já totalmente observados a partir do solo.

Isso é dedicação. Astrônomos enfrentando condições brutais na Antártida só pra assistir uns planetas passando. Respeito total pelo nível de comprometimento com a ciência.

Eles Estão Dançando Juntos

Esses planetas não estão lá simplesmente orbitando independentemente — estão presos numa valsa gravitacional. Especificamente, estão no que os cientistas chamam de ressonância orbital 5:3. O que isso significa em português simples? A cada cinco voltas que o planeta interno completa, o externo completa quase exatamente três. Eles vão puxando um ao outro enquanto giram ao redor da estrela, e esses puxões gravitacionais criam variações minúsculas no tempo de cada trânsito.

Os cientistas mediram essas pequenas variações de tempo pra descobrir a massa dos planetas. É muito inteligente, na verdade — como ouvir dois músicos tocando levemente fora do ritmo e usar essa informação pra descobrir onde cada um está.

Como Diabos Se Forma um Planeta Tão Leveno?

Aqui é onde a coisa fica realmente misteriosa. Como você termina com um planeta inteiro menos denso que açúcar cristalizado?

A teoria principal sugere que esses planetas têm atmosferas enormes feitas principalmente de hidrogênio e hélio. Pensa assim: você tem um núcleo rochoso pequeno, mas ao redor dele existe esse envelope massivo e fofo de gás. Esse gás ocupa muito espaço mas não adiciona muita massa, resultando numa densidade geral surpreendentemente baixa.

Os cientistas acham que essas atmosferas infladas podem se formar quando os planetas estão muito mais distantes da estrela, nas regiões mais frias do disco protoplanetário — aquela nuvem giratória de gás e poeira que envolve estrelas jovens. Nessas partes externas geladas, o gás consegue se acumular ao redor de um núcleo sólido muito mais facilmente.

O problema? Esses planetas parecem estar muito mais perto da estrela agora do que onde provavelmente se formaram. Então alguma coisa deve ter puxado eles pra dentro com o tempo. Mas o quê? Esse é o quebra-cabeça que os cientistas ainda estão tentando resolver.

São Raros pra Caramba

Pra você ter noção da raridade desses planetas super-inflados: apenas outros quatro sistemas planetários em todo o universo são conhecidos por conter múltiplos planetas desse tipo. Quatro! Entre bilhões de estrelas por aí, a gente consegue contar esses sistemas nos dedos de uma mão. Por isso encontrar dois juntos no sistema TOI-791 é um negócio tão importante — é uma oportunidade absurdamente rara pra entender como esses mundos estranhos se formam e evoluem.

O Dr. George Dransfield, de Oxford, disse bem: "Apenas um punhado desses planetas super-puff são conhecidos, e é ainda mais raro encontrar dois no mesmo sistema. Suas densidades extremamente baixas os tornam alvos fascinantes pra entender como sistemas planetários se formam e evoluem."

E Agora?

O pessoal quer apontar o Telescópio James Webb pra esses mundos e ver o que tem nas atmosferas deles. Estão hoping detectar compostos de carbono, nitrogênio e oxigênio que possam revelar pistas sobre de onde esses planetas vieram e do que são feitos.

Não sei vocês, mas eu genuinamente espero ansioso pelas descobertas. O universo continua nos surpreendendo com mundos que não se comportam como a gente espera. E sinceramente? É isso que torna a astronomia tão empolgante. Toda vez que achamos que entendemos como planetas funcionam, aparece algo assim e nos lembra quanto ainda temos pra aprender.

Então aqui vai um brinde aos planetas fofos — os gigantes de algodão-doce flutuando ao redor de uma estrela distante, a anos-luz de qualquer coisa que conseguimos explicar facilmente. Fiquem à vontade, TOI-791 b e c. Vocês são estranhos, e a gente ama vocês por isso.

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