Quando um "Tempestade Comum" Parece o Fim do Mundo
As tempestades na Terra já são impressionantes. O céu escurece, o trovão ressoa, a energia some. Mas em Júpiter o clima não é só intenso. É absurdo. Os relâmpagos por lá chegam a ter potência cem vezes maior que os nossos. Alguns cálculos apontam até para um milhão de vezes mais força.
Como Medir Raio em Outro Planeta?
A sonda Juno não carrega um detector específico de raios. Ela usa um radiômetro de micro-ondas que capta sinais de rádio. O raio gera ondas de rádio, por isso o aparelho consegue registrar a atividade mesmo quando as nuvens bloqueiam a luz visível. É como enxergar através da tempestade usando ondas de rádio.
Mas Júpiter é um caos constante. Relâmpagos acontecem em todo lado, ao mesmo tempo, em faixas de nuvem que circundam o planeta inteiro. Cientistas precisavam separar um evento de outro. A tarefa era quase impossível.
O Momento da Descoberta
Entre 2021 e 2022, uma das zonas de tempestade mais agitadas de Júpiter — o Cinturão Equatorial Norte — ficou relativamente calma. Pela primeira vez, pesquisadores pud<|eos|>